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Como a neurociência pode explicar a fé humana?

Imagem meramente ilustrativa - Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Entenda como esta aérea da ciência pode ajudar a entender a fé das pessoas

FABIANO DE ABREU, NEUROCIENTISTA, BIÓLOGO E HISTORIADOR

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o poder da fé é estudado por diversos pesquisadores desde 1980. Desde então, inúmeros estudos já comprovaram o quanto ela influencia na saúde física, mental e biológica da pessoa.

Além disso, tudo que é divino, quando colocado em discussão, é limitado pela própria linguagem que reflete apenas alusões daquilo que se imagina e se encontra no mítico e no religioso.

Publiquei recentemente um artigo científico avaliando a influência da fé em indivíduos religiosos e naqueles considerados ateus, principalmente em relação às funções neurológicas cerebrais.

Dentre os resultados alcançados nessa pesquisa, se destaca o fato de que a religião pode ser um fator preservador da vida podendo auxiliar o indivíduo a tratar uma patologia como a depressão ou ansiedade, podendo evitar até mesmo o suicídio.

Vale lembrar que alguns estudos realizados na Suíça com pacientes esquizofrênicos usavam a prática religiosa como um recurso para suas condições de vida.

Os pesquisadores viram que os participantes destes estudos conseguiram regular seus sentimentos ruins e melhoraram o convívio social depois que passaram a realizar práticas religiosas.

Uma outra pesquisa mostrou, ainda, que um paciente com transtornos mentais apresentou uma diminuição de seus delírios e alucinações depois de ter essa experiência de fé.

Sobre os efeitos da fé na mente das pessoas, foi detectada uma diminuição na atividade nos lobos frontal e parietal de três voluntários enquanto estavam orando.

É preciso lembrar que o lobo frontal é a área do cérebro responsável por várias funções, dentre elas o comportamento intencional e os movimentos corporais, já o parietal é responsável pelo recebimento de informações sensoriais para estabelecer um senso de identidade e na maneira em que nos relacionamos com o mundo.

Apesar de não ser uma regra concreta, é possível dizer que a religião assume a posição de um fator preservador da vida, o que pode auxiliar o indivíduo a tratar uma patologia como depressão ou ansiedade, podendo até evitar que a pessoa atente contra a própria vida.

Aqueles que seguem uma determinada doutrina desenvolvem sentimentos de bem-estar e esperança de que são nutridas com essas sensações de fé quando praticam atos dentro das determinações de sua religião.

Já os ateus, ainda que não sintam estes mesmos sentimentos, também não sentem a ausência deles. Pode o ateu ter as suas crenças com diferentes convicções, não necessariamente religiosas, acionando assim as mesmas regiões de quem tem religião.

Em alguns casos, tendem assim a buscar na racionalidade uma maneira de controlar suas emoções, de acordo com o nível de desenvolvimento da região frontal do cérebro e das possibilidades de défice cognitivo relacionado à disfunções no sistema límbico, região da emoção, que podem prejudicar nesta racionalidade necessária.

Aventuras na História

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